sábado, 25 de agosto de 2012

BRASIL E SUÉCIA RESGATAM UM TEMPO

Hoje, após cinquenta e quatro anos, recordamos a grande vitória da Seleção Brasileira em 1958 nos gramados da Suécia. Jogadores, autoridades, a rainha Silvia e o povo em geral assistiram a uma festa em que foram homenageados antigos desportistas do Brasil e da Suécia.
Após solenidade com entrega de medalhas aos agraciados, Edson Arantes do Nascimento – Pelé – deu o pontapé inicial ao jogo amistoso entre as duas seleções contemporâneas. O rei do futebol saiu do campo ovacionado pelos presentes. Pelé é reconhecido mundialmente pela sua genialidade no trato com a bola. Depois de tanto tempo, continua ocupando o Panteão da Glória. O povo brasileiro o reverencia como rei do futebol e reconhece o seu valor como jogador e cidadão.
Depois de tantos anos, parte da antiga seleção pisou novamente no mesmo campo, onde levantaram a taça Jules Rimet, na vitória que deu o título de Campeã Mundial ao nosso país. A emoção estava no semblante de cada um daqueles senhores diante do campo em que outrora fizeram grandes jogadas.
Esta é uma página da história do país que dá orgulho a todos os brasileiros. Somos pentacampeões nessa modalidade de esporte. Portanto, temos raça para lutar sempre com nossos adversários. Nenhuma seleção estrangeira nos assusta. O Brasil é respeitado pelos inúmeros jogadores - “craques” que possuem talento e alto nível de qualidade. O que ocorre é que a safra que vai aparecendo nos campos, pouco a pouco, é levada para os times da Europa, da Ásia e de outros continentes.
No entanto em cada Copa do Mundo o país pára, os corações batem acelerados e a vibração corre de norte a sul do Brasil. Todo o povo se irmana e torce pelo “escrete” brasileiro. Desde agora, estamos contando os dias e as horas para a Copa do Mundo de 2014 que será realizada em solo nacional. Não é o máximo?

terça-feira, 14 de agosto de 2012

A FIGURA PATERNAL

Ser pai é uma opção nos dias de hoje; além disso, é preciso ter vocação, isto porque esta é uma função delicada. Requer dosagem de responsabilidade, pois criar, cuidar e educar um filho parece uma tarefa das mais difíceis. Vivemos numa sociedade onde os valores e princípios mais simples foram esquecidos. As famílias se modificaram, visto que, em sua maioria, cada uma abriga filhos de vários casamentos. Nesse contexto, a paternidade se traduz como algo diferente do passado e os pais têm que reaprender e se renovar para atender às demandas e necessidades de sua prole.
Hoje, o pai nem sempre é o provedor da família. Em alguns lares os papéis foram invertidos ou, no mínimo, existe divisão das despesas para suprir o orçamento doméstico. O casal trabalha o dia todo e mal se encontra com os filhos. Aí a coisa complica! Como dar atenção, carinho aos filhos se o trabalho os absorve e quase não sobra tempo para eles?
Um pai tem que se guiar pela pedagogia do amor. Saber dosar amor, ternura, carinho, dar limites, acompanhar o crescimento e a formação do filho, ser companheiro e manter a autoridade sem autoritarismo. Ser amigo do filho, mas, observando que tem que haver respeito entre eles e, sobretudo, admitir que seja o PAI.
Amanhã, se comemora o Dia dos Pais, segundo domingo de agosto. Quase todos os lares reverenciam essa figura tão importante na célula da família. Cada um homenageia seu pai da sua forma: com um abraço, um beijo, um presente simbólico, enfim, é o dia em que se tem a oportunidade para se materializar o afeto do filho pelo pai. Por que não? Não se pode esquecer a referência de um pai numa família. A falta dele, muitas vezes, traz insegurança aos filhos.
Na realidade, pai e mãe se reinventam no decorrer da vida, ensinando e aprendendo com os filhos todos os dias do ano. Esse processo contínuo e progressivo se constrói no cotidiano com base no amor, na confiança, na partilha de alegrias, nos momentos de tristeza, enfim, na troca e na arte de bem viver.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

GERAÇÃO DE OURO

Nesse ano de 2012, de junho a novembro, os brasileiros comemoram os setenta anos de vários ídolos da uma geração de ouro, no que se refere à música popular. Caetano Veloso, Gilberto Gil, Milton Nascimento e Paulinho da Viola, cantores, compositores, poetas agora, senhores setentões. Nas décadas de 60 e 70 revolucionaram o panorama musical do país e continuam até hoje nas paradas de sucesso em todos os recantos do território nacional.
O Brasil atravessava uma ditadura militar terrível e havia verdadeira ebulição nas ruas das cidades de todo o território nacional. Movimentos invadiam praças e a revolta tomava conta da população. O povo sofria a repressão imposta pelo governo. Vivia-se um momento de horror e atrocidades com prisões, mortes, exílio, desaparecimentos de estudantes, jornalistas, líderes partidários e simpatizantes ideológicos, os quais passaram por momentos de enorme terror.
Mesmo frente a um cenário completamente desastroso e desfavorável conseguiram compor músicas e letras da mais alta qualidade que marcaram uma época. Criaram movimentos musicais que inovaram a MPB. Caetano e Gil foram exilados em Londres por um bom tempo. Longe do seu país, escreveram belas composições. Para matar a saudade que os consumia, cantavam e chegaram a gravar disco no exílio temporário. Para mim, uma das canções mais belas desta época é “London London”. Através da arte faziam a terapia para amainar os ânimos, longe de sua terra e de sua gente. Nunca se esqueceram do seu lugar, e tinham certeza que um dia retornariam ao ninho antigo.
Milton Nascimento, exímio músico, letrista fundou em Minas Gerais o Clube da Esquina onde reuniu cantores, letristas, musicistas de talento inconfundíveis. Daí, surgiram letras, páginas inigualáveis, como: Canção da América, Cálice, Maria, Maria, dentre outras. Até hoje é orgulho do nosso povo e continua produzindo letras e músicas de se “tirar o chapéu”.
Por outro lado, o carioca Paulinho da Viola, filho de sambista da gema, iniciava sua carreira brilhante, compondo sambas autênticos, com ritmos cadenciados e melodias de alto valor e de uma beleza estonteante. Continua exercendo plenamente sua função de artista com todo vigor e criatividade.
Esta geração soube usar o talento com maestria. Ultrapassou as fronteiras do país com suas composições. Como estrelas da MPB, ganharam prêmios internacionais. Todos eles tiveram uma juventude conturbada, passaram por inúmeras dificuldades, no entanto, deram a volta por cima construindo uma carreira longa e de sucesso. Seus nomes ficarão escritos no livro da história desse país e serão eternizados por suas obras. Parabéns pelos setenta anos bem vividos!!!

sábado, 14 de julho de 2012

A ARTE DO ENTRETENIMENTO

O cinema sempre foi e será uma opção de lazer para os aficionados. Das últimas películas que concorreram ao “OSCAR” tive a oportunidade de assistir algumas delas. Não entendo do “metier”, mas, como divertimento, curto bastante. Passar o tempo me deliciando com a sétima arte é realmente um grande entretenimento.
O filme “O Artista” obteve cinco estatuetas na festa de premiação do OSCAR nos Estados Unidos. Dentre elas: Melhor filme, melhor diretor e melhor ator. Além de arrebatar três Globos de Ouro. Quem o dirige é o francês Michel Hazanavicius que, com coragem, vai a Hollywood concorrer com inúmeros diretores radicados no país, bem como outros tantos de várias partes do mundo.
O mais interessante é que ele se arrisca com um filme em preto e branco, voltando aos anos vinte com o filme mudo. Destaca o ator que faz o personagem “George Valentin” de grande prestígio do cinema mudo que, após perder a fama com a chegada do cinema falado, passa a viver no esquecimento. Resistente às mudanças fica distante por longo tempo das filmagens e da interpretação de novos personagens. Por outro lado, sua amiga Peppy Miller percorre o caminho inverso feito por seu colega. É reconhecida como atriz renomada por trabalhar exatamente com filmes modernos - falados. Valentin só tem um amigo de verdade que é seu cão da raça “Terrier”. Por sinal, se torna um personagem relevante, junto ao dono, sendo fundamental sua participação no decorrer da película.
O filme não é cansativo. Apesar de inovar utilizando o “velho” consegue prender a atenção do público. A leveza de interpretação dos atores e a forma como são dirigidos nas cenas dão um efeito especial aos diálogos e à representação de cada um deles.
Logo de início, causa um impacto no espectador, pois o filme surpreende pela estética, técnica, luz, cenários, uma vez que se volta a um passado remoto. Ao mesmo tempo, instiga a curiosidade para os episódios que estão por vir. Prende a atenção de quem está assistindo para observar até aonde vai a criatividade do diretor.
Para quem gosta de cinema, é um filme atraente, motivador e que faz pensar nas transformações e mudanças ocorridas ao longo dos anos na indústria cinematográfica.
O AROMA DA NOITE

A noite chegou mais cedo e trouxe com ela o perfume das flores do jardim. O aroma tomou conta do espaço onde me encontrava lendo um livro interessante. Olhei pela janela e depois para o céu e pude observar as primeiras estrelas iluminando a noite. O brilho incandescente ofuscava meu olhar, deixando-me quase cega. Parei de ler a fim de admirar aquele começo de noite que prometia resgatar lembranças.
Num primeiro momento, revi os tempos de outrora e fatos passados. Coloquei na balança e pude aquilatar o peso que até hoje trazem à minha vida. Esse acúmulo de vivências resultou em desdobramentos outros que me deram experiências e amadurecimento para dirigir o carro do meu destino.
Hoje, vejo nitidamente o quanto aprendi. Tentei reelaborar questões que ficaram sem respostas, equações não resolvidas que permaneceram no meio do caminho e, agora, passaram a ter relevância. Tudo serviu como aprendizagem e ensinamento ajudando-me a trilhar neste corredor da existência dia após dia.
Nessa travessia que percorremos desde o nascimento há de se ter instantes de instabilidade emocional em certos momentos. Isso se verifica pela correria da vida e os inúmeros compromissos que acabamos assumindo. A tensão se encarrega de travar determinadas atitudes que se deveria tomar e nada acontece.
Continuo absorvendo o perfume que vem na minha direção, enquanto meus pensamentos borbulham como água quente e a cabeça esquenta aumentando a temperatura. Eles percorrem milhas e milhas, anos e anos, e me deparo com um mapa traçado de andanças, caminhadas em terreno ora cheios de pedras, ora em pistas asfaltadas sem curvas - só retas, que me fizeram deslizar por ruas e becos conhecidos ou desconhecidos.
A noite se aprofunda e a escuridão vai tomando conta das horas. Vejo o céu bordado de estrelas que passeiam nas avenidas do firmamento. Transformo esta noite, viro-me no avesso do avesso, como diz a música do Caetano Veloso, para dormir com o perfume das rosas e sonhar com o céu estrelado da minha vida.

sábado, 7 de julho de 2012

O SABOR DE VIVER


Nada mais estimulante ao paladar que ouvir uma bela música, quando se está ao redor da mesa, fazendo uma refeição. O prazer de degustar cada prato acompanhado de uma taça de vinho completa a doce aventura de satisfazer qualquer pessoa mais exigente. A conversa corre mais solta, os diálogos passam a ter nuances de cores e de sabores. Os sentidos ficam mais aguçados e a emoção flui com espontaneidade.
Hoje, almoçamos ao som do pianista Felipe Adjafre. Exímio músico de rara sensibilidade e habilidade excepcional no manejo do instrumento. Consegue atrair o ouvinte e transmitir, através dos sons, o verdadeiro encantamento. O repertório é de imensa qualidade. O bom gosto musical do artista induz você a parar e passar um bom tempo se deliciando da boa música.
Alguns teóricos defendem que a música faz muito bem ao ser humano. É considerada terapia para acalmar, relaxar, educar a audição, dentre outras. Além disso, ela pode lhe transportar para lugares inimagináveis. A sedução que ela exerce alcança o coração e a alma de quem escuta uma melodia. A música não tem fronteiras. Agrega, aglutina e reúne povos de culturas diversas. Como o esporte, congrega pessoas de todas as idades, credos e raças para o exercício do movimento. Seja ele qual for desperta em cada um, ânimo e alegria, põe adrenalina na corrente sanguínea e provoca efeitos variados no organismo. O mesmo ocorre ao se assistir uma peça teatral, ler um romance ou um poema.
A vida seria mais pobre se não existissem as artes. A música, a literatura, o teatro, a dança dão colorido ao cotidiano. Proporcionam a leveza, a estética, a compreensão de determinados problemas existenciais, os quais, muitas vezes, não sabemos resolvê-los. Desperta a sensibilidade do olhar para que se enxergue o que está no íntimo e diante de nós. Enfim, nos leva a reflexão acerca das dores e amores, bem como de tantos outros fatos com os quais nos defrontamos diariamente.
Claro que nem todo o dia se pode sentar à mesa para jogar conversa fora, alimentar o pecado da gula e cultuar Baco – deus do vinho, mas que de vez em quando é necessário, ah! Isso é!!! O estresse da vida moderna requer que se tenham momentos descontraídos, para que possamos rir da vida e de nós mesmos. Só desse jeito tornamos o fardo mais leve e a vida passa a ter melhor sabor.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

BELO DOCUMENTÁRIO

Nada é mais relaxante do que escolher um bom filme para assistir nas horas vagas. É o tipo do lazer que lhe deixa leve, principalmente quando você seleciona uma boa película.
O documentário “O Retrato de Woody Allen” produzido pela cineasta americana Barbara Kopple, na década de 90 foi a opção dessa tarde. A diretora, no decorrer do filme, revela seu olhar cuidadoso sobre o artista, mostrando também facetas de sua vida privada o que leva o expectador a ficar atento a detalhes, os quais deixam transparecer nas entrelinhas durante toda a filmagem.
O tema principal de que trata o referido documentário é sobre uma turnê realizada, em dezoito cidades européias ao longo de vinte e três dias, pela banda em que Woody Allen atua. Quem já leu sobre Allen ou acompanha sua obra cinematográfica sabe que ele é aficionado por jazz. Seu hobby desde a adolescência era tocar no seu clarinete o jazz primitivo, gerado em Nova Orleans. É a partir dessa excursão que o músico mostra sua versatilidade com extrema competência, junto com a banda às mais variadas plateias: Espanha, Roma, Suíça, Londres, Veneza, Milão, Florença, dentre outras.
A turnê consegue reunir grande público que se delicia e aplaude o artista transformando-o em verdadeiro ídolo. Jornalistas, fotógrafos, autoridades e pessoas comuns ficam o tempo todo, atrás do músico o que o deixa um pouco confuso, sem entender porque tanto assédio.
A película consegue captar também, momentos mais íntimos de Allen e sua mulher, a coreana Soon Yi Previn que o acompanha em todas as apresentações. Bárbara entra com sua câmara nos apartamentos dos vários hotéis onde os dois se hospedam e focaliza cenas do cotidiano do casal: servindo-se no café da manhã, juntando roupas usadas para lavanderia, orientando os assessores, enfim tarefas rotineiras. Mostra, ainda, cenas hilariantes em que se percebem os questionamentos, temperamento e atitudes do cineasta de uma maneira bem natural. Wood Allen se mostra por inteiro, demonstrando sua claustrofobia, seus anseios, sem artificialismos.
A banda de Woody Allen mantém apresentações regulares em Nova Iorque. É uma forma que o artista encontra para se divertir fazendo o que gosta, ao mesmo tempo, que alivia o estresse do seu trabalho árduo de produzir um cinema para agradar as mais exigentes plateias.